quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Poxa, tô triste.




Meu avô morreu ontem.
Muitos tiveram a oportunidade de conhecer, ver e a ser como Luis Vieira Costa, meu avô amado. Ele foi um exêmplo de vida pra todos nós, parentes e amigos. As pessoas que, direta ou indiretamente, foram participantes da trajetória de vida desse homem que lutou por seus objetivos e com amor foi base para uma família unida. Uma família que se ama muito! Essas pessoas podem provar o que estou a dizer pois tenho certeza que também amavam o senhor Luis.
Amor, coisa ensinada por Vieira, como muitos o chamavam, foi o motivo de sua vida. Sabemos que apesar de seus variados problemas, Vieira nunca se queixou com Deus por sua situação aqui neste mundo. Sempre foi praticante de um gesto muito lindo que sabia fazer muito bem, sorrir. O meu avô sempre soube sorrir... mas não era um mero sorriso não, era de dentro. Era da alma. Ele nos alegrava com suas brincadeiras, histórias e frases. Ele nos fazia sorrir só em olhar pra ele. Foi com ele que aprendí a ser melhor, foi com ele que conhecí um chamego de avô, foi com ele, foi com ele que aprendí a ser mais agradável, a brincar, a fazer feliz... a ser feliz em pequenas coisas, foi com ele... Ele foi a base forte na fundação de uma das maiores bençãos Evengélicas daqui do Bairro União em Cachoeiro de Itapemirim no Espírito Santo, a, hoje, Décima Igreja Presbiteriana de Cachoeiro de Itapemirim. Seu Luis perdera sua amada esposa há três anos e, com isso vinha lutando pela vida em meio a problemas de saúde. Mas foi vencedor pois teve força para ser grande em seus objetivos e de nunca esquecer de agradeçer e saber que Deus era o motivo de sua luta e de suas vitórias pois já vevera 85 anos. Ele sabia que um dia iria ver na glória sua amada exposa, minha avó, dona Judith.
Vieira, ajudou a me criar dando tudo que um neto podia ter e aprender. Ele sempre falava em mim e quando eu ficava distante, sentia saudades. Ele reclamava a saudade até eu ir vê-lo e receber aquele sorriso maravilhoso ao dar um abraço naquele velho amado. Eu gostava tanto de olhar aqueles belos olhos azúis e aquela pele rozada... Lembro-me de quando saíamos pra caminhar pelo bosque, lembro-me de seus passos em meio a rua de barro, lembro-me de sua rizada, de sua voz ao orar a Deus, a cantar, lembro-me de tanta coisa...
Saudades de meu avô...

Nenhum comentário: